terça-feira, 17 de maio de 2016

Ficar ou pular fora???

* texto com participação da Psicóloga Rafaela Costa.

 Embora muitos relacionamentos, inclusive a maioria dos que eu já vivi, não durem mais de oito meses, parece muito comum centralizarmos a culpa em uma das partes. Quando o relacionamento começa a desmoronar, entre lágrmas, discussões, as vezes até mesmogritos e brigas alguém certamente é severamente penalizado por esta relação não ter dado certo, ou não ter correspondido as expectativas de ambos.
Uma das poucas afirmações que posso fazer é sobre a dificuldade que os casais têm de se comunicarem – e nesse momento você deve estar lembrando das milhares de DRs (discussões de relacionamento que vocês tiveram) – posso garantir que realmente você deve se lembrar muito bem de tudo que você disse, a grande questão é se você ouviu atentamente o que o seu parceiro (a) disse a você, se conseguiu escutar suas justificativas e mais que isso se você aceitou e compreendeu a situação. Quer um exemplo simples; quando você ouve “eu te amo”, você realmente respondo “Eu te amo” porque ama mesmo, por sentir fluir esse sentimento dentro de você?? Em grande parte dos casos quem fala é nosso automático que só responde e quem o falou sem nem ao menos parar para escutar a resposta. E isso influencia muito em nossa vida amorosa. Afinal não é fácil escutar o que o outro tem a dizer.
Quando você começa um relacionamento é tudo lindo a experiência de estar em contato com outra pessoa podendo abrir o coração é deveras acalentadora, porém desabituados a compartilhar nossa vida e com hábitos únicos e particulares, começam as primeiras desavenças julgando comportamentos “certos” ou “errados” para o estatus “Em um relacionamento”.
A primeira concepção importante é que não há certo ou errado para se relacionar e sim, o trabalho árduo de adaptação dos costumes um do outro, como o que cada um gosta de fazer vai complementar essa relação e não desgastá-la um dos mecanismos mais seguros de fazer esse trabalho é através da conversa sincera, onde cada um expõe ao seu parceiro o que realmente gosta e como isso pode melhorar o relacionamento, afinal de contas vamos quebrar o conceito de que o outro é “minha propriedade” ninguém é de ninguém, o que nós damos ao nosso parceiro (a) é o compromisso, o comprometimento e o sentimento!
Por isso, independente de querer levar essa relação adiante ou pular fora dela, a reflexão que deve ficar para ambas as partes se traduz na análise dos pontos positivos do seu relacionamento veja o que vocês podem fazer um pelo outro; tente imaginar a sua vida sem essa pessoa; converse, exponha todos os seus motivos e mais do que isso ESCUTE o que ele (a) tem a dizer. Se depois dessa avalanche de tentativas de conversas, de compreensão e de entendimento vocês não conseguirem se acertar então o melhor talvez seja seguirem caminhos diferentes, guardando os momentos bons de ambos e usando o que não foi tão legal assim como mais um degrau na experiência de vida, afinal ninguém é obrigado (a) a se magoar só para manter as aparências. Corra atrás da sua felicidade e permita-se ser a melhor versão de você mesmo (a).


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